


O site Portal do Purus (da Cidade de Boca do Acre) emitiu nas últimas semanas uma "enquete" requerendo, no final desta, averiguar o índice de popularidade da atual prefeita de Pauini, Maria Barroso. Passados exatos 7 dias no ar à disposição dos internautas, a referida enquete foi encerrada e, posteriormente, foi emitido por este site, um parecer conclusivo embasado no resultado final da sondagem.
A questão é: Houve legalidade e ética profissional na condução dos trabalhos? Que interesses escusos estão validando as preferências do resultado divulgado por este site? Há embasamentos legais que garantam e comprovem a veracidade de tudo que foi dito? É bem verdade que as enquetes não são proibidas legalmente, desde que não firam o que estabelece a Resolução nº 21.576, art. 19, que jamais admite que as enquetes ou sondagens possam ser confundidas com pesquisas. A enquete, ao contrário da pesquisa, deve restringir-se ao leventamento de opiniões, sem controle de amostra, porém, o que de fato ficou elucidado nas declarações emitidas por este site, foi um total desrespeito à legislação e à dignidade humana, emitindo juízos de valor meramente politiqueiros, o que descaracteriza por total a natureza da enquete realizada. O que realmente deveria ter sido feito, antes mesmo de colocar no ar uma sondagem de tamanha responsabilidade, seria o esclarecimento por parte do órgão de informação, no sentido de deixar absolutamente evidente que não se tratava de pesquisa eleitoral, exatamente nos moldes do art. 33 da Lei 9.504/97, mas de um mero levantamento de dados. Deveria elucidar, ainda, que o referido levantamento de opiniões, sem controle de amostra, não utilizaria método científico para sua realização, dependendo, apenas, da participação espontânea do interessado, no caso, os internautas. Nada disso foi feito, o que comprova a má fé da matéria, deixando claro que denegrir a imagem da prefeita de Pauini foi o único motivo pelo qual se realizou esta "enquete".
Foram feitas declarações muito fortes e comprometedoras sobre a gestão da atual prefeita, Maria Barroso, e se estas não estiverem legalmente fundamentadas, são totalmente passíveis de recurso jurídico. A ilegalidade da enquete foi tamanha que durante o período em que a mesma ficou ar', aqui em Pauini, estávamos com a internet "fora do ar". Que contradição, né?! Como pode ter dado tal resultado se os pauinienses, em boa parte desse período, não tinham como acessar para votar?! Isto nos leva a crer que o susposto resultado "péssimo" foi manipulado. De que maneira?!!! Esta pergunta vai ficar no ar...Enfim, o Pauini sosite não está aqui para qualificar ou desqualificar governos A, B ou C, até porque todos tiveram seus erros e acertos, mas sim, em defesa da ética, da moral e da dignidade humana que devem estar acima de quaisquer interesses mesquinhos.
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